Rede produz conteúdo para a LFG
08/03/2010

Rede é provedora de conteúdo para a LFG.

Aula inaugural de Pelé foi assistida em mais de 600 telessalas.


A Rede de Ensino Desportivo, especializada em ensino a distância, com 16 cursos de pós-graduação este ano, é a provedora de conteúdo sobre Direito do Desporto para a LFG, do grupo Anhanguera Educacional. A informação sobre a nova organização de ensino foi revelada pelo presidente da LFG, Luiz Flávio Gomes, ao conduzir a apresentação da aula inaugural da Rede, ministrada por Pelé e pelo superintendente executivo de Esportes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Marcus Vinícius Freire, para mais de 600 telessalas no Brasil e para outros países, a exemplo de Estados Unidos, Portugal, Angola, e Moçambique, via internet (IPTV).

No evento, o diretor de Pós-Graduação e Extensão da Anhanguera Educacional, Edgard Falcão, mencionou a parceria com a Rede de Ensino Desportivo, “que oferecerá seus cursos em todos os campi do grupo no país”.

A aula inaugural da Rede foi transmitida segunda-feira, dia 1º de março, do estúdio da LFG, em São Paulo. Luiz Flávio Gomes destacou que Pelé sempre foi entusiasmado pela educação do brasileiro. “Só temos alguns gênios no mundo, como Leonardo Da Vinci, Albert Einstein... No esporte, o mundo todo reverencia um único nome, o nosso Pelé”.

Patrono da Rede de Ensino Desportivo e professor de Educação Física formado enquanto já era famoso mundialmente, o professor Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, afirmou que, com a Rede, “vamos ajudar o Brasil a levar educação para lugares onde a escola não pode chegar, via ensino a distância”.

Serão ministrados pela nova organização de ensino à distância, neste ano, 16 cursos. Os primeiros são: Atividade física para grupos especiais, Direito do desporto, Psicologia do esporte, Jornalismo esportivo, Personal training, Gestão de academias de ginástica, Gestão e marketing esportivo, Fisioterapia esportiva, Saúde e bem-estar e Nutrição esportiva.

AULA-ENTREVISTA

O diretor Pedagógico da Rede, professor Fernando Lobo ancorou a aula-entrevista de Pelé, sob o tema “O esporte do Brasil no contexto internacional”, ao lado de Gomes, da LFG,. O Atleta do Século começou recordando que queria ser jogador de futebol por causa do pai, Dondinho, e professor, a pedido da mãe, dona Celeste.

"Então, disse: mãe, estou tirando o diploma de professor. Foi importante, pois meu futebol foi um prêmio de Deus, um dom. Não tive de fazer esforço nenhum".

Ao comparar a qualidade da educação brasileira, com a de outros países, Pelé considerou que o Brasil tem muito a melhorar. O chamado Rei do Futebol, recebeu então um telefonema com pergunta feita por telefone de Miami, Estados Unidos, em contato com o diretor da Rede de Ensino Desportivo, Hélcio Kronberg. A oportunidade serviu também para Kronberg mostrar a camiseta autografada por Pelé para o curitibano Rodrigo Pasini, primeiro aluno matriculado no curso de Direito do Desporto.

Na resposta, sobre o papel do Brasil no cenário esportivo mundial, o patrono da Rede considerou que o País é um dos grandes do mundo, e que os Estados Unidos compraram o conhecimento brasileiro sobre o futebol (nos anos 1970, Pelé foi contratado pelo Cosmos para incentivar a prática no país). “Hoje, o futebol é o principal esporte dos Estados Unidos entre os jovens de 8 a 18 anos. Lá, praticamente todos os colégios e universidades dão aula de esportes”.

O Atleta do Século ressaltou que os países que se destacam no mundo associam esporte e educação. Ex-Ministro do Esporte, Pelé criou Vilas Olímpicas junto às escolas, como ocorre na Mangueira, no Rio. “Fico triste porque nosso querido presidente Lula não continuou com este programa”, comentou.

TECNOLOGIA

Lembrado pelo professor Fernando Lobo, da Rede, Pelé cantou música de sua autoria, dedicada à educação. (“ABC/ABC/Toda criança/Tem que ler/E escrever... Criança sem escola/Não levanta uma nação”).

Falou ainda sobre o avanço tecnológico atual na fisioterapia para a recuperação de lesões esportivas e para ganho de massa muscular. “No meu tempo, usávamos toalha quente; subíamos as escadas das arquibancadas carregando um companheiro, como eu e o Dorval no Santos. Se eu tivesse todos os recursos de hoje, daria para jogar 40 anos. Vamos dar, na Rede, oportunidade para que todos possam fazer cursos de ensino esportivo a distância”.

Outro tema de Pelé foi a nutrição, “mas o controle da alimentação é importante tanto para o atleta quanto para todo ser humano”.

O professor Edson Arantes do Nascimento, Pelé, ressaltou que a Seleção Brasileira de Futebol de 1970 é considerada até hoje a melhor equipe de todos os mundiais pela FIFA. “Além da parte física, trabalhamos muito em conjunto. Era uma rede. Vamos, na Rede, dar oportunidade e facilitar o acesso de estudantes do interior do Nordeste, gaúchos, mineiros, que não poderiam vir aos grandes centros. Como eu consegui me formar, todos também podem com essas aulas de ensino desportivo”, completou Pelé, que ganhou de Hélcio Kronberg, diretor do sistema de ensino, um caderno que tem a imagem do Atleta do Século na capa e uma mochila.

OLIMPÍADAS

O superintendente executivo de Esportes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Marcus Vinícius Freire, também ministrou aula inaugural sobre “Estratégia para a conquista dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro (2016)”, entrevistado pelo presidente da LFG Ensino a Distância, Luiz Flávio Gomes.

Formado em Marketing e especialista na área de seguros, Freire, ex-jogador da Seleção Brasileira de Vôlei, medalha de prata em Olimpíada, afirma que a escolha do Rio para sede dos jogos, em 2016, foi uma vitória coletiva, planejada a longo prazo durante 10 anos de trabalho. “Disputavam a sede, no começo, sete cidades. A final contou com Tóquio, Chicago, Madri e Brasil, candidatos aos jogos de 42 modalidades esportivas, 205 países e 17 dias numa mesma cidade”.

O superintendente executivo de Esportes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Marcus Vinícius Freire, mostrou filmes usados para motivar a escolha do Brasil, a exemplo do feito pelo cineasta Fernando Meirelles sobre a cidade do Rio e suas belezas. “Foi uma vitória do Brasil inteiro, com a participação de todos nós, do Governador, do Prefeito, do Presidente, de atletas, de personalidades de destaque. Houve humildade e união com o mesmo objetivo, a exemplo da escolha das 12 pessoas que ficariam no auditório da escolha da sede (em 2009).

Citou exemplo: Carlos Alberto Parreira, técnico campeão da Seleção Brasileira de Futebol, ficou assistindo aula em sala à parte e, estrategicamente, causando emoção no julgamento da escolha, a atleta infantil Bárbara Leôncio, de Curicica (RJ), foi encarregada de falar e passar a palavra para o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “A união faz a vitória.Todos treinaram muito o que fazer. Lula ensaiou 18 vezes o texto de apresentação dele”.

MÃO DE OBRA

Para Marcus Vinícius Freira, além de se preparar para a operação da Olimpíada de 2016 (com medidas sobre aeroportos, saúde etc.), o Brasil tem de melhorar seus resultados esportivos desde já e deixar uma cultura esportiva para depois dos jogos. Lembrou que um atleta, para alcançar o nível olímpico, leva cerca de oito anos e de 8 mil a 10 mil horas de treinamento. “Vamos precisar, então, de mão de obra qualificada para o desenvolvimento esportivo. E por meio do ensino à distância vamos fazer isso”.

Na apresentação da aula, o presidente da LFG Ensino a Distância, Luiz Flávio Gomes, ressaltou que “é preciso praticar a tecnologia do bem” e destacou a presença do diretor de Pós-Graduação e Extensão da Anhanguera Educacional, Edgard Falcão, e da coordenadora Geral Alice Bianchini.

Texto preparado pela
MAIS COMUNICAÇÃO - SP.
8 de março de 2010.
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